Intervenções X - Gabriela Albergaria
 18/04/2018 a 20/09/2018
O projeto “Intervenções” tem como objetivo apresentar artistas contemporâneos no jardim interno do Museu Lasar Segall, propiciando assim uma reflexão sobre as relações entre espaço arquitetônico, espaço público e artes visuais. Ao longo de seus 8 anos de existência foram contemplados os nomes de artistas como Lygia Reinach, Regina Silveira, José Manuel Ballester, Mônica Nador, Edith Derdyk, Marilá Dardot, Marcelo Moscheta, Ana Maria Tavares e Macaparana. O ponto em comum entre eles sendo a potencialidade da intervenção artística nos espaços de um museu, dessa forma catalisando a noção de que a arte contemporânea pode e deve ocupar qualquer espaço, seja um museu, galerias, praças e/ou ruas.

O jardim do Museu, com isso, transforma-se em uma galeria a céu aberto. Assim, o local ganha novos significados e estabelece, por meio da obra em exposição, um diálogo ativo com os visitantes. Ao mesmo tempo, o Museu acaba por ampliar suas possibilidades investigativas, introduzindo e difundindo novos conceitos, práticas e ações.

Para comemorar a décima edição do Intervenções foi convidada a artista portuguesa Gabriela Albergaria. No texto de introdução do projeto que apresentou ao Museu, Gabriela relatou a importância de algumas obras de Lasar Segall para sua produção. Ela disse sobre a série Florestas:

“Alguns de seus trabalhos me perseguem desde que os vi pela primeira vez. Obras que representam algo da natureza, mas que em um certo ponto vão para além da mera representação. Ultrapas­sam o referencial e passam a ser algo em si mesmas. Estas peças instalaram-se em mim pela simples razão de que eu própria persigo uma ideia de representação que parte do princípio da observação, mas que num jogo de palimpsesto acaba por se transformar em algo mais”.

O trabalho apresentado por Gabriela, intitulado Pinch Pinch Pinch, é composto por 2.500 cubos de argila dispostos sobre uma base de terra batida, assim formando uma espécie de jardim suspenso imerso no piso de pedras portuguesas do próprio jardim do museu. A ideia é a de uma plantação onde tempo e espaço são delimitados e manipulados pela ação da artista. No interior de alguns desses cubos, confeccionados um a um, encontramos sementes de feijão. A terra que compõe a argila é em sua maior parte brasileira, mas também encontramos amostras de terra colombiana, inglesa e portuguesa.

O trabalho cria dessa forma uma situação, uma expectativa em torno do que poderá acontecer: As sementes germinarão? A matéria rígida da argila irá se romper? Quem sabe este estado latente, imposto pela artista, faz parte de uma investigação sobre a relação entre homem e natureza. Quem sabe trata-se de uma afirmação das potências regeneradoras da natureza. Neste sentido, como já foi observado em outros trabalhos de Albergaria, há um movimento deliberado de observação das possibilidades da matéria e de suas potencialidades por parte da artista, assim como sua ressignificação.

Intervenções X
Gabriela Albergaria (1965)
Pinch Pinch Pinch, 2015/2018
terra local prensada, argila do Brasil, Inglaterra, Portugal e Colômbia,
e semente de feijão não alterada geneticamente
150 x 150 x 23 cm

Até 20 de setembro de 2018

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