O Documentário como arquivo da ditadura militar brasileira
 05/07/2017 a 15/07/2017
O Documentário como arquivo da ditadura militar brasileira

O curso propõe a exibição, a fruição e a análise de uma amostra de filmes - e de trechos fílmicos - produzidos a partir dos anos 2000, em torno do tema das vítimas do regime militar (1964-85). Com base na teoria foulcaultiana do arquivo, abordaremos as narrativas fílmicas como conjunto de enunciados. Por outro lado, nosso intento é também impulsionar a memória dos próprios participantes, a partir da quase totalidade dos filmes a serem apresentados, o que significará uma aproximação do arquivo também como forma e artefato narrativo.
Focalizando, principalmente, obras de teor (auto) biográfico e memorialista narradas em primeira pessoa, o curso propõe a transdisciplinariedade como método. Serão trabalhadas, em entrelaçamento, questões concernentes à História, à sociologia, à filosofia, aos estudos literários, ao cinema, ao jornalismo, entre outras.

Metodologia Leitura de excertos de transcrições de roteiros cinematográficos; exibição de documentários; exibição de trechos de documentários; roda de conversa; produção textual.

Conteúdo programático do curso Ditadura militar brasileira (1964/1985); testemunho; documentário (auto) biográfico; arquivo; anarquivo; memória; narração e narrador; a sinopse cinematográfica.

Filmografia principal "Diário de uma Busca", (Flavia Castro) "Os dias com ele" (Maria Clara Escobar) “Mariguella” (Isa Ferraz) “Repare bem" (Maria de Medeiros)
Filmografia de apoio (sujeita a modificações) “Em busca de Iara” (Mariana Pamplona e Flavio Frederico) “Orestes” (Rodrigo Siqueira) “Que bom te ver viva” (Lucia Murat) “Retratos de Identificação” (Anita Leandro) – a confirmar “Zuzu Angel” (Sérgio Rezende) “O dia que durou 21 anos”, (Camilo Tavares) “Cidadão Boilesen”, (Chaim Litewski)

Objetivos
• Refletir e sensibilizar para o arquivo enquanto potência e amálgama das recentes produções documentais, memorialistas biográficas/autobiográficas que orbitam em torno da história da ditadura militar brasileira; • Sensibilizar para o arquivo e como forma e como potência narrativa; • Estabelecer conexões entre a narração fílmica e a teoria do testemunho. • Expandir e aprofundar a noção de arquivo; • Discutir a formação e a produção das memórias acerca da ditadura civil-militar brasileira (1964/85); • Identificar e clarificar procedimentos de narração e voz narrativa das obras fílmicas; • Fomentar o debate em torno de possíveis conexões entre memória individual, memória coletiva e memória cultural, no tocante à ditadura militar brasileira.

Serviço: Período: 05, 06, 07, 08, 12, 13, 14 e 15 de julho de 2017 Horário: quarta-feira a sábado (duas semanas), das 18h00 às 20h30 Nº de vagas: 20 (mínimo de participantes 08) Inscrições: abertas, na recepção do Museu, horário de atendimento Público: interessados em geral

Liniane Haag Brum - Escritora, docente, pesquisadora e roteirista - doutoranda em Teoria e História Literária pela UNICAMP e mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC/SP. Autora de "Antes do Passado - o silêncio que vem do Araguaia" (Arquipélago, 2012), sobre a busca de seu tio Cilon Cunha Brum, desaparecido político na ditadura militar brasileira. Com formação inicial em Comunicação Social, na PUC/RS, foi roteirista do programa juvenil Pé na Rua, da TV Cultura de São Paulo, e de programas educativos da Univesp, da mesma emissora.
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